Engenharia
Engenheiro de software
Cinco níveis, de júnior a Principal, em seis competências: da entrega de código ao desenvolvimento da equipa.
- 5 níveis
- 6 competências
Modelo de escada de carreira
Quatro níveis, de júnior a Staff DevOps Engineer, em seis competências: da infraestrutura à capacitação dos programadores.
Plano gratuito · Sem cartão de crédito
Esta escada de carreira destina-se a engenheiros DevOps, de plataforma e de infraestrutura em empresas com cerca de 20 a 200 pessoas. Com esta dimensão, a equipa de infraestrutura tem normalmente entre uma e seis pessoas, que gerem as contas na cloud, os pipelines de entrega, a monitorização e o piquete, e que passam tanto tempo a ajudar programadores como a mexer em servidores. Descreve quatro níveis, desde alguém que faz alterações de infraestrutura bem delimitadas até à pessoa responsável pela direção da plataforma da empresa. O nível mais alto, Staff DevOps Engineer, pertence ao percurso de especialista; gerir a equipa de infraestrutura é outro trabalho.
Cada nível é definido pelo que a pessoa faz e pela parte do sistema que lhe é confiada, não pelos anos de experiência nem pelo número de ferramentas no currículo. Leia uma linha da matriz de competências da esquerda para a direita para ver como uma expectativa evolui; leia a secção de um nível para ver tudo o que se espera nesse nível. Use-a para explicar o que significa o nível seguinte, para estruturar check-ins e para tomar decisões de promoção que consiga defender.
Adapte-a antes de a publicar. Substitua a redação genérica pela sua própria stack e pelas suas práticas, e retire as partes que pertencem a outra equipa — por exemplo, se a segurança ou as bases de dados estiverem a cargo de outras pessoas.
Faz alterações bem delimitadas à infraestrutura e aos pipelines, com revisão, e aprende como funciona a produção.
É responsável de ponta a ponta por partes da infraestrutura e assume por inteiro a sua parte do piquete.
Desenha e lidera projetos de infraestrutura de que várias equipas dependem e eleva a fasquia da fiabilidade.
Define a direção da plataforma da empresa e responde pela sua fiabilidade, segurança e custo.
Cada linha é uma competência e cada coluna um nível. Leia uma linha da esquerda para a direita para ver como a expectativa cresce.
| Competência | Engenheiro DevOps júnior | Engenheiro DevOps | Engenheiro DevOps sénior | Staff DevOps Engineer |
|---|---|---|---|---|
| Infraestrutura como código | Altera o código de infraestrutura existente seguindo os padrões já em uso, verifica o diff planeado antes de o aplicar e nunca altera a produção à mão sem perguntar primeiro. | Escreve módulos de infraestrutura reutilizáveis para novos serviços e ambientes, trata o estado e os segredos com segurança e remove os recursos que já não são usados. | Desenha a organização do código de infraestrutura e dos ambientes da empresa, lidera alterações como atualizações de rede ou de clusters com um plano de rollback testado e mantém visíveis os custos de cloud por equipa. | Escolhe os componentes centrais e os fornecedores da plataforma para os próximos anos, define as normas que a infraestrutura de todas as equipas segue e gere o orçamento de infraestrutura com a liderança. |
| Pipelines de build e entrega | Corrige passos avariados nos pipelines, acrescenta jobs simples a pipelines existentes e explica a um programador porque é que o build dele falhou. | Constrói e mantém o pipeline completo de um serviço — build, testes, artefactos, deploys para todos os ambientes — e encurta os passos lentos de que os programadores se queixam. | Desenha modelos de pipeline partilhados que todas as equipas usam, introduz métodos de lançamento mais seguros, como deploys canary ou blue-green, e acompanha a frequência de deploys e a taxa de falhas. | Define como toda a empresa lança software, do branching ao rollback, e elimina os estrangulamentos que atrasam a entrega em todas as equipas. |
| Fiabilidade e resposta a incidentes | Acompanha o piquete como observador, segue os runbooks dos alertas conhecidos e escala rapidamente com a informação de que a pessoa seguinte precisa. | Assume por inteiro a sua parte do piquete, resolve sem ajuda a maioria dos incidentes da sua área, escreve runbooks para o que corrigiu e testa os backups restaurando-os de facto. | Lidera a resposta a incidentes graves, conduz post-mortems sem atribuição de culpas e leva as ações de seguimento até ao fim, e planeia a capacidade e o failover dos sistemas críticos. | Define objetivos de fiabilidade com produto e liderança, desenha o processo de piquete e de incidentes para toda a engenharia e prepara a resposta a desastres como perder uma região ou um fornecedor. |
| Monitorização e observabilidade | Acrescenta dashboards e alertas seguindo exemplos existentes e, quando algo parece errado, começa por verificar os logs e as métricas. | Configura logs, métricas e alertas para novos serviços, afina os alertas para que cada chamada exija ação e ajuda os programadores a encontrar nos dados aquilo de que precisam. | Desenha a abordagem de observabilidade para os principais sistemas da empresa, define os sinais de saúde dos serviços pelos quais as equipas são avaliadas e reduz o ruído de alertas em todas as equipas. | Escolhe as ferramentas de observabilidade da empresa e o seu modelo de custos, e garante que a liderança consegue ver a saúde da plataforma sem ter de perguntar a um engenheiro. |
| Segurança e acessos | Segue as regras da equipa para segredos e acessos, aplica as correções de rotina e reporta de imediato tudo o que pareça um problema de segurança. | Gere os acessos e os segredos dos seus serviços com privilégio mínimo, corrige vulnerabilidades conforme a sua gravidade e resolve as falhas detetadas pelas análises de segurança. | Desenha as fronteiras de rede e a gestão de identidades e segredos em toda a plataforma, prepara as provas pedidas nas avaliações de segurança dos clientes e lidera a resposta a incidentes de segurança. | É responsável, com a liderança, pela postura de segurança da plataforma, define os controlos que a conformidade exige (por exemplo, SOC 2 ou ISO 27001) e torna o caminho seguro o mais fácil para todas as equipas. |
| Capacitação dos programadores e colaboração | Responde às perguntas dos programadores sobre ambientes e pipelines, documenta as correções que faz e pede revisão cedo. | Escreve guias claros para tarefas comuns, trabalha em par com programadores no deploy e na depuração dos seus serviços e integra novos colegas na infraestrutura. | Cria ferramentas de autosserviço que permitem às equipas criar serviços e ambientes sem abrir um ticket, faz mentoria a outros engenheiros DevOps e participa no recrutamento. | Molda a plataforma como um produto interno cujos utilizadores são os programadores, decide o que fica a cargo das equipas e o que fica a cargo da equipa de plataforma, e desenvolve os próximos engenheiros seniores. |
Deslize a tabela para o lado para ver todos os níveis.
Descarregar em CSV Abre no Excel, no Google Sheets ou no Numbers.
Faz alterações bem delimitadas à infraestrutura e aos pipelines, com revisão, e aprende como funciona a produção. Alterações individuais no código de infraestrutura e nos pipelines existentes, planeadas e revistas por alguém com mais experiência.
É responsável de ponta a ponta por partes da infraestrutura e assume por inteiro a sua parte do piquete. Serviços, ambientes ou pipelines de uma ou duas equipas de produto, do design à operação diária.
Desenha e lidera projetos de infraestrutura de que várias equipas dependem e eleva a fasquia da fiabilidade. Infraestrutura partilhada usada pela maior parte da engenharia, e projetos como migrações que afetam todas as equipas.
Define a direção da plataforma da empresa e responde pela sua fiabilidade, segurança e custo. Toda a plataforma de produção, a sua direção a vários anos e o seu orçamento, em todas as equipas de engenharia.
Expressões genéricas como «código de infraestrutura» ou «pipelines» são fáceis de aceitar e difíceis de avaliar. Substitua-as pelas suas ferramentas e práticas reais, para que um engenheiro júnior saiba exatamente o que deve aprender primeiro.
Com um a três engenheiros DevOps, os níveis júnior, intermédio e sénior costumam bastar. Acrescente o nível Staff quando alguém estiver de facto a definir a direção da plataforma e a gerir o seu orçamento para toda a engenharia, e não como cargo para a pessoa mais experiente de uma equipa pequena.
Indique em que nível as pessoas entram na escala, quando passam a liderar incidentes e como é compensado o tempo de piquete. Expectativas de piquete que não estão escritas são uma das razões mais comuns para os engenheiros de infraestrutura entrarem em burnout e saírem.
Faça corresponder cada nível DevOps ao nível de engenheiro de software com o mesmo âmbito e a mesma remuneração. O trabalho de plataforma é trabalho de engenharia, e manter as duas escadas alinhadas facilita a passagem entre equipas de produto e de plataforma.
Perguntas frequentes
Em rigor, DevOps é uma forma de trabalhar e não um cargo; na prática, em empresas de 20 a 200 pessoas, estes cargos descrevem sobretudo o mesmo trabalho com ênfases diferentes: os SRE focam-se em objetivos de fiabilidade — normalmente SLO e error budgets — e em incidentes, os engenheiros de plataforma em ferramentas de autosserviço para programadores, e os engenheiros DevOps em pipelines e infraestrutura. Uma única escada costuma cobrir os três; ajuste a redação das competências em vez de criar escadas separadas.
Normalmente quando os programadores passam uma parte notória da semana com deploys, ambientes e problemas em produção em vez de funcionalidades, ou quando os clientes começam a pedir compromissos de disponibilidade e avaliações de segurança. Em muitas empresas, isso acontece por volta dos 15 a 30 engenheiros.
Sim, mas conte o que a pessoa aprende e melhora, não quantos alertas atendeu. Liderar bem um incidente grave, escrever post-mortems cujas ações são concluídas e reduzir o ruído de alertas são provas claras para o nível seguinte. Estar muitas vezes de piquete não é.
Podem ajudar alguém a aprender uma plataforma, mas não devem decidir um nível. Avalie o que a pessoa construiu e operou no seu ambiente face à matriz de competências. Um certificado sem essas provas não demonstra o nível seguinte; essas provas sem certificado demonstram.
Três ou quatro, porque as equipas de infraestrutura em empresas desta dimensão são pequenas. Este modelo usa quatro — Júnior, Engenheiro DevOps, Sénior e Staff — e funciona bem ao lado de uma escada de engenheiro de software com cinco níveis, com os níveis Staff alinhados.
Configure os níveis e as competências para a sua equipa, avalie as pessoas face a eles nos check-ins e mantenha as decisões de promoção coerentes.
Plano gratuito · Sem cartão de crédito
Engenharia
Cinco níveis, de júnior a Principal, em seis competências: da entrega de código ao desenvolvimento da equipa.
Engenharia
Quatro níveis, de Engenheiro de QA júnior a Engenheiro de QA líder, em seis competências: do desenho de testes às práticas de qualidade.
Engenharia
Quatro níveis, de Engineering Manager a VP de engenharia, em seis competências de gestão.