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Modelo de escada de carreira

Modelo de escada de carreira para engenheiros DevOps

Quatro níveis, de júnior a Staff DevOps Engineer, em seis competências: da infraestrutura à capacitação dos programadores.

Plano gratuito · Sem cartão de crédito

Esta escada de carreira destina-se a engenheiros DevOps, de plataforma e de infraestrutura em empresas com cerca de 20 a 200 pessoas. Com esta dimensão, a equipa de infraestrutura tem normalmente entre uma e seis pessoas, que gerem as contas na cloud, os pipelines de entrega, a monitorização e o piquete, e que passam tanto tempo a ajudar programadores como a mexer em servidores. Descreve quatro níveis, desde alguém que faz alterações de infraestrutura bem delimitadas até à pessoa responsável pela direção da plataforma da empresa. O nível mais alto, Staff DevOps Engineer, pertence ao percurso de especialista; gerir a equipa de infraestrutura é outro trabalho.

Cada nível é definido pelo que a pessoa faz e pela parte do sistema que lhe é confiada, não pelos anos de experiência nem pelo número de ferramentas no currículo. Leia uma linha da matriz de competências da esquerda para a direita para ver como uma expectativa evolui; leia a secção de um nível para ver tudo o que se espera nesse nível. Use-a para explicar o que significa o nível seguinte, para estruturar check-ins e para tomar decisões de promoção que consiga defender.

Adapte-a antes de a publicar. Substitua a redação genérica pela sua própria stack e pelas suas práticas, e retire as partes que pertencem a outra equipa — por exemplo, se a segurança ou as bases de dados estiverem a cargo de outras pessoas.

Os níveis num relance

  1. Engenheiro DevOps júnior

    Faz alterações bem delimitadas à infraestrutura e aos pipelines, com revisão, e aprende como funciona a produção.

    Âmbito
    Alterações individuais no código de infraestrutura e nos pipelines existentes, planeadas e revistas por alguém com mais experiência.
  2. Engenheiro DevOps

    É responsável de ponta a ponta por partes da infraestrutura e assume por inteiro a sua parte do piquete.

    Âmbito
    Serviços, ambientes ou pipelines de uma ou duas equipas de produto, do design à operação diária.
  3. Engenheiro DevOps sénior

    Desenha e lidera projetos de infraestrutura de que várias equipas dependem e eleva a fasquia da fiabilidade.

    Âmbito
    Infraestrutura partilhada usada pela maior parte da engenharia, e projetos como migrações que afetam todas as equipas.
  4. Staff DevOps Engineer

    Define a direção da plataforma da empresa e responde pela sua fiabilidade, segurança e custo.

    Âmbito
    Toda a plataforma de produção, a sua direção a vários anos e o seu orçamento, em todas as equipas de engenharia.

Matriz de competências

Cada linha é uma competência e cada coluna um nível. Leia uma linha da esquerda para a direita para ver como a expectativa cresce.

O que significa cada competência

Infraestrutura como código
Construir e alterar a infraestrutura através de código revisto e reproduzível, e não à mão.
Pipelines de build e entrega
Levar o código de um pull request integrado até à produção de forma rápida e segura.
Fiabilidade e resposta a incidentes
Manter a produção disponível e recuperar depressa quando não está.
Monitorização e observabilidade
Tornar possível ver o que a produção está a fazer e saber quando algo está a correr mal.
Segurança e acessos
Proteger sistemas e dados com configurações seguras por omissão, privilégio mínimo e correções rápidas.
Capacitação dos programadores e colaboração
Ajudar os programadores a gerir os próprios serviços e partilhar conhecimento para que a plataforma não dependa de uma só pessoa.
Engenheiro DevOps: expectativas por competência e nível
CompetênciaEngenheiro DevOps júniorEngenheiro DevOpsEngenheiro DevOps séniorStaff DevOps Engineer
Infraestrutura como códigoAltera o código de infraestrutura existente seguindo os padrões já em uso, verifica o diff planeado antes de o aplicar e nunca altera a produção à mão sem perguntar primeiro.Escreve módulos de infraestrutura reutilizáveis para novos serviços e ambientes, trata o estado e os segredos com segurança e remove os recursos que já não são usados.Desenha a organização do código de infraestrutura e dos ambientes da empresa, lidera alterações como atualizações de rede ou de clusters com um plano de rollback testado e mantém visíveis os custos de cloud por equipa.Escolhe os componentes centrais e os fornecedores da plataforma para os próximos anos, define as normas que a infraestrutura de todas as equipas segue e gere o orçamento de infraestrutura com a liderança.
Pipelines de build e entregaCorrige passos avariados nos pipelines, acrescenta jobs simples a pipelines existentes e explica a um programador porque é que o build dele falhou.Constrói e mantém o pipeline completo de um serviço — build, testes, artefactos, deploys para todos os ambientes — e encurta os passos lentos de que os programadores se queixam.Desenha modelos de pipeline partilhados que todas as equipas usam, introduz métodos de lançamento mais seguros, como deploys canary ou blue-green, e acompanha a frequência de deploys e a taxa de falhas.Define como toda a empresa lança software, do branching ao rollback, e elimina os estrangulamentos que atrasam a entrega em todas as equipas.
Fiabilidade e resposta a incidentesAcompanha o piquete como observador, segue os runbooks dos alertas conhecidos e escala rapidamente com a informação de que a pessoa seguinte precisa.Assume por inteiro a sua parte do piquete, resolve sem ajuda a maioria dos incidentes da sua área, escreve runbooks para o que corrigiu e testa os backups restaurando-os de facto.Lidera a resposta a incidentes graves, conduz post-mortems sem atribuição de culpas e leva as ações de seguimento até ao fim, e planeia a capacidade e o failover dos sistemas críticos.Define objetivos de fiabilidade com produto e liderança, desenha o processo de piquete e de incidentes para toda a engenharia e prepara a resposta a desastres como perder uma região ou um fornecedor.
Monitorização e observabilidadeAcrescenta dashboards e alertas seguindo exemplos existentes e, quando algo parece errado, começa por verificar os logs e as métricas.Configura logs, métricas e alertas para novos serviços, afina os alertas para que cada chamada exija ação e ajuda os programadores a encontrar nos dados aquilo de que precisam.Desenha a abordagem de observabilidade para os principais sistemas da empresa, define os sinais de saúde dos serviços pelos quais as equipas são avaliadas e reduz o ruído de alertas em todas as equipas.Escolhe as ferramentas de observabilidade da empresa e o seu modelo de custos, e garante que a liderança consegue ver a saúde da plataforma sem ter de perguntar a um engenheiro.
Segurança e acessosSegue as regras da equipa para segredos e acessos, aplica as correções de rotina e reporta de imediato tudo o que pareça um problema de segurança.Gere os acessos e os segredos dos seus serviços com privilégio mínimo, corrige vulnerabilidades conforme a sua gravidade e resolve as falhas detetadas pelas análises de segurança.Desenha as fronteiras de rede e a gestão de identidades e segredos em toda a plataforma, prepara as provas pedidas nas avaliações de segurança dos clientes e lidera a resposta a incidentes de segurança.É responsável, com a liderança, pela postura de segurança da plataforma, define os controlos que a conformidade exige (por exemplo, SOC 2 ou ISO 27001) e torna o caminho seguro o mais fácil para todas as equipas.
Capacitação dos programadores e colaboraçãoResponde às perguntas dos programadores sobre ambientes e pipelines, documenta as correções que faz e pede revisão cedo.Escreve guias claros para tarefas comuns, trabalha em par com programadores no deploy e na depuração dos seus serviços e integra novos colegas na infraestrutura.Cria ferramentas de autosserviço que permitem às equipas criar serviços e ambientes sem abrir um ticket, faz mentoria a outros engenheiros DevOps e participa no recrutamento.Molda a plataforma como um produto interno cujos utilizadores são os programadores, decide o que fica a cargo das equipas e o que fica a cargo da equipa de plataforma, e desenvolve os próximos engenheiros seniores.

Deslize a tabela para o lado para ver todos os níveis.

Descarregar em CSV Abre no Excel, no Google Sheets ou no Numbers.

Engenheiro DevOps júnior: o que se espera

Faz alterações bem delimitadas à infraestrutura e aos pipelines, com revisão, e aprende como funciona a produção. Alterações individuais no código de infraestrutura e nos pipelines existentes, planeadas e revistas por alguém com mais experiência.

Infraestrutura como código
Altera o código de infraestrutura existente seguindo os padrões já em uso, verifica o diff planeado antes de o aplicar e nunca altera a produção à mão sem perguntar primeiro.
Pipelines de build e entrega
Corrige passos avariados nos pipelines, acrescenta jobs simples a pipelines existentes e explica a um programador porque é que o build dele falhou.
Fiabilidade e resposta a incidentes
Acompanha o piquete como observador, segue os runbooks dos alertas conhecidos e escala rapidamente com a informação de que a pessoa seguinte precisa.
Monitorização e observabilidade
Acrescenta dashboards e alertas seguindo exemplos existentes e, quando algo parece errado, começa por verificar os logs e as métricas.
Segurança e acessos
Segue as regras da equipa para segredos e acessos, aplica as correções de rotina e reporta de imediato tudo o que pareça um problema de segurança.
Capacitação dos programadores e colaboração
Responde às perguntas dos programadores sobre ambientes e pipelines, documenta as correções que faz e pede revisão cedo.

Engenheiro DevOps: o que se espera

É responsável de ponta a ponta por partes da infraestrutura e assume por inteiro a sua parte do piquete. Serviços, ambientes ou pipelines de uma ou duas equipas de produto, do design à operação diária.

Infraestrutura como código
Escreve módulos de infraestrutura reutilizáveis para novos serviços e ambientes, trata o estado e os segredos com segurança e remove os recursos que já não são usados.
Pipelines de build e entrega
Constrói e mantém o pipeline completo de um serviço — build, testes, artefactos, deploys para todos os ambientes — e encurta os passos lentos de que os programadores se queixam.
Fiabilidade e resposta a incidentes
Assume por inteiro a sua parte do piquete, resolve sem ajuda a maioria dos incidentes da sua área, escreve runbooks para o que corrigiu e testa os backups restaurando-os de facto.
Monitorização e observabilidade
Configura logs, métricas e alertas para novos serviços, afina os alertas para que cada chamada exija ação e ajuda os programadores a encontrar nos dados aquilo de que precisam.
Segurança e acessos
Gere os acessos e os segredos dos seus serviços com privilégio mínimo, corrige vulnerabilidades conforme a sua gravidade e resolve as falhas detetadas pelas análises de segurança.
Capacitação dos programadores e colaboração
Escreve guias claros para tarefas comuns, trabalha em par com programadores no deploy e na depuração dos seus serviços e integra novos colegas na infraestrutura.

Engenheiro DevOps sénior: o que se espera

Desenha e lidera projetos de infraestrutura de que várias equipas dependem e eleva a fasquia da fiabilidade. Infraestrutura partilhada usada pela maior parte da engenharia, e projetos como migrações que afetam todas as equipas.

Infraestrutura como código
Desenha a organização do código de infraestrutura e dos ambientes da empresa, lidera alterações como atualizações de rede ou de clusters com um plano de rollback testado e mantém visíveis os custos de cloud por equipa.
Pipelines de build e entrega
Desenha modelos de pipeline partilhados que todas as equipas usam, introduz métodos de lançamento mais seguros, como deploys canary ou blue-green, e acompanha a frequência de deploys e a taxa de falhas.
Fiabilidade e resposta a incidentes
Lidera a resposta a incidentes graves, conduz post-mortems sem atribuição de culpas e leva as ações de seguimento até ao fim, e planeia a capacidade e o failover dos sistemas críticos.
Monitorização e observabilidade
Desenha a abordagem de observabilidade para os principais sistemas da empresa, define os sinais de saúde dos serviços pelos quais as equipas são avaliadas e reduz o ruído de alertas em todas as equipas.
Segurança e acessos
Desenha as fronteiras de rede e a gestão de identidades e segredos em toda a plataforma, prepara as provas pedidas nas avaliações de segurança dos clientes e lidera a resposta a incidentes de segurança.
Capacitação dos programadores e colaboração
Cria ferramentas de autosserviço que permitem às equipas criar serviços e ambientes sem abrir um ticket, faz mentoria a outros engenheiros DevOps e participa no recrutamento.

Staff DevOps Engineer: o que se espera

Define a direção da plataforma da empresa e responde pela sua fiabilidade, segurança e custo. Toda a plataforma de produção, a sua direção a vários anos e o seu orçamento, em todas as equipas de engenharia.

Infraestrutura como código
Escolhe os componentes centrais e os fornecedores da plataforma para os próximos anos, define as normas que a infraestrutura de todas as equipas segue e gere o orçamento de infraestrutura com a liderança.
Pipelines de build e entrega
Define como toda a empresa lança software, do branching ao rollback, e elimina os estrangulamentos que atrasam a entrega em todas as equipas.
Fiabilidade e resposta a incidentes
Define objetivos de fiabilidade com produto e liderança, desenha o processo de piquete e de incidentes para toda a engenharia e prepara a resposta a desastres como perder uma região ou um fornecedor.
Monitorização e observabilidade
Escolhe as ferramentas de observabilidade da empresa e o seu modelo de custos, e garante que a liderança consegue ver a saúde da plataforma sem ter de perguntar a um engenheiro.
Segurança e acessos
É responsável, com a liderança, pela postura de segurança da plataforma, define os controlos que a conformidade exige (por exemplo, SOC 2 ou ISO 27001) e torna o caminho seguro o mais fácil para todas as equipas.
Capacitação dos programadores e colaboração
Molda a plataforma como um produto interno cujos utilizadores são os programadores, decide o que fica a cargo das equipas e o que fica a cargo da equipa de plataforma, e desenvolve os próximos engenheiros seniores.

Como adaptar esta escada

  1. Indique a sua stack nas expectativas

    Expressões genéricas como «código de infraestrutura» ou «pipelines» são fáceis de aceitar e difíceis de avaliar. Substitua-as pelas suas ferramentas e práticas reais, para que um engenheiro júnior saiba exatamente o que deve aprender primeiro.

  2. Não se apresse a criar o nível Staff

    Com um a três engenheiros DevOps, os níveis júnior, intermédio e sénior costumam bastar. Acrescente o nível Staff quando alguém estiver de facto a definir a direção da plataforma e a gerir o seu orçamento para toda a engenharia, e não como cargo para a pessoa mais experiente de uma equipa pequena.

  3. Escreva as regras do piquete na escada

    Indique em que nível as pessoas entram na escala, quando passam a liderar incidentes e como é compensado o tempo de piquete. Expectativas de piquete que não estão escritas são uma das razões mais comuns para os engenheiros de infraestrutura entrarem em burnout e saírem.

  4. Alinhe os níveis com a escada de engenheiro de software

    Faça corresponder cada nível DevOps ao nível de engenheiro de software com o mesmo âmbito e a mesma remuneração. O trabalho de plataforma é trabalho de engenharia, e manter as duas escadas alinhadas facilita a passagem entre equipas de produto e de plataforma.

Perguntas frequentes

Perguntas sobre esta escada

Qual é a diferença entre um engenheiro DevOps, um SRE e um engenheiro de plataforma?

Em rigor, DevOps é uma forma de trabalhar e não um cargo; na prática, em empresas de 20 a 200 pessoas, estes cargos descrevem sobretudo o mesmo trabalho com ênfases diferentes: os SRE focam-se em objetivos de fiabilidade — normalmente SLO e error budgets — e em incidentes, os engenheiros de plataforma em ferramentas de autosserviço para programadores, e os engenheiros DevOps em pipelines e infraestrutura. Uma única escada costuma cobrir os três; ajuste a redação das competências em vez de criar escadas separadas.

Quando é que uma startup precisa do primeiro engenheiro DevOps?

Normalmente quando os programadores passam uma parte notória da semana com deploys, ambientes e problemas em produção em vez de funcionalidades, ou quando os clientes começam a pedir compromissos de disponibilidade e avaliações de segurança. Em muitas empresas, isso acontece por volta dos 15 a 30 engenheiros.

O trabalho de piquete deve contar para a promoção de um engenheiro DevOps?

Sim, mas conte o que a pessoa aprende e melhora, não quantos alertas atendeu. Liderar bem um incidente grave, escrever post-mortems cujas ações são concluídas e reduzir o ruído de alertas são provas claras para o nível seguinte. Estar muitas vezes de piquete não é.

As certificações de cloud contam para o nível de um engenheiro DevOps?

Podem ajudar alguém a aprender uma plataforma, mas não devem decidir um nível. Avalie o que a pessoa construiu e operou no seu ambiente face à matriz de competências. Um certificado sem essas provas não demonstra o nível seguinte; essas provas sem certificado demonstram.

De quantos níveis precisa uma escada de carreira DevOps?

Três ou quatro, porque as equipas de infraestrutura em empresas desta dimensão são pequenas. Este modelo usa quatro — Júnior, Engenheiro DevOps, Sénior e Staff — e funciona bem ao lado de uma escada de engenheiro de software com cinco níveis, com os níveis Staff alinhados.

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Configure os níveis e as competências para a sua equipa, avalie as pessoas face a eles nos check-ins e mantenha as decisões de promoção coerentes.

Plano gratuito · Sem cartão de crédito

  • Engenharia

    Engenheiro de software

    Cinco níveis, de júnior a Principal, em seis competências: da entrega de código ao desenvolvimento da equipa.

    • 5 níveis
    • 6 competências
  • Engenharia

    Engenheiro de QA

    Quatro níveis, de Engenheiro de QA júnior a Engenheiro de QA líder, em seis competências: do desenho de testes às práticas de qualidade.

    • 4 níveis
    • 6 competências
  • Engenharia

    Engineering Manager

    Quatro níveis, de Engineering Manager a VP de engenharia, em seis competências de gestão.

    • 4 níveis
    • 6 competências

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